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De onde vem a tal criatividade? Conheça o primeiro ingrediente. Parte 1

De onde vem a tal criatividade? Conheça o primeiro ingrediente. Parte 1

Hoje quero falar sobre algo que está presente no meu dia a dia, a paixão.

Sim, paixão, porque ela vai ser uma peça chave para o que iremos falar a seguir e faz parte deste artigo que está dividido em dois posts. Este é o primeiro.

Ok, mas vamos deixar a paixão de lado por hora, porque antes quero te convidar a fazer uma Nega Maluca comigo e para isso iremos precisar destes ingredientes:

  • 3 ovos.
  • 1 xícara e meia de chá de açúcar.
  • 2 xícaras de chá de farinha de trigo.
  • 1 xícara de chá de chocolate em pó
  • 1/2 xícara de chá de óleo.
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal.
  • 1 xícara de chá de água quente.

Imagino que você quer esta Nega saborosa, suculenta e bem Maluca, certo? Eu também.

Ok e pra ela ficar assim, precisamos de um ingrediente vital, o chocolate. Do contrário nosso bolo ira ficar sem graça e sem cor. O que não vai ajudar muito.

Agora vamos voltar a falar de paixão e você me pergunta: Qual a relação entre o chocolate e paixão?

Tudo, porque ambos são ingredientes chaves para as suas receitas darem certo, que ver?

Vamos lá…

Digamos que você se chame Pedro, tem 15 anos e está apaixonado por Mariana sua colega, mas te falta coragem para se declarar a ela, por hora é apenas mais um amor platônico no seu ano letivo, mas está tão envolvido, que decide dar um passo além.

Numa terça-feira a noite resolve escrever uma poesia para esta garota, sendo que você, se quer sabe escrever uma redação direito, também, a professora sempre envia temas chatos, compreensível.

São 10 horas da noite, sua mãe já lhe mandou dormir, mas você insiste em pegar papel e caneta e começa a rascunhar o seu poema. Passam-se uma, duas, três horas e quase caindo de sono, termina sua narrativa poética e acredita estar com sua obra-prima em mãos. Beija o papel, envelopa, escreve o nome de Mariana e guarda em sua mochila, pra não esquecer.

No dia seguinte, bate o sinal, é hora do recreio, chegou o momento e você, mesmo com medo, vai em busca de sua musa. Chega ao pátio, observa que ela está rodeada por suas amigas e “amigos”, afinal Mariana é a menina mais popular da escola e mais desejada também. Determinado, se aproxima e a chama para um canto, explica a razão, entrega o envelope, ela abre, você espera…

Passados 2 minutos ela olha para você, olha para o papel, corre uma lágrima, ela limpa suave, sorri e diz:

– Nossa Pedro, esta é a coisa mais linda que já li em toda a minha vida.

Você sorri, vocês se olham e num breve tilintar você a beija e sai de mãos dadas com ela. Fim!

 

Ok, mas ainda não consegui ligar os pontos. Paixão, chocolate, criatividade?

Certo, mas agora você vai.

Quando se está plenamente apaixonado por algo, de forma sincera, legítima. Nos envolvemos, nos engajamos por aquilo. No caso do Pedro foi por Mariana.

Ele estava tão envolvido, que se tornou sensível à causa, sua mente virou um radar que só conseguia ver uma coisa, Mariana e seu coração palpitava em cada momento que ele a imaginava.

E quanto mais você pensa e se envolve em algo, mais martela esta sensibilidade, mais a estimula ao ponto de ela ficar excitada. 

Quando Pedro desenvolveu sua poesia, envolvido na plenitude de seus sentimentos, aquelas 3 horas passaram voando. Por um motivo simples: ele estava inspirado. E o que é inspiração? Nada mais do que sua sensibilidade excitada.

O mesmo acontece quando caimos em prantos. As emoções vão se acumulando, acumulando até que você não aguenta mais, ou seja, sua sensibilidade é provocada, excitada até “explodir“. Afinal, por mais sensível que você seja, não vive chorando à toa pelos cantos, você precisa de um motivo.

No caso de Pedro a sua paixão por Mariana fez “transbordar” a sua sensibilidade em um “choro”, chamado “expressão criativa” e assim nasceu sua poesia, bingo!

Este é o ponto em que conseguimos criar algo que encanta com criatividade e, a paixão torna-se indispensável, assim como o chocolate em nossa receita de bolo. Sem ela até podemos ser criativos, mas dificilmente faremos coisas memoráveis.

Entretanto, se você não colaborar, excitando sua sensibilidade, sobre a qual nem você sabe exatamente o poder que tem, dificilmente terá a oportunidade de experimentar algum tipo de inspiração.

Por isso a capacidade criativa começa pelas chances que sua sensibilidade teve de ser provocada ao longo da vida. Pois você não “se inspira” diante de um desafio simplesmente porque ele, teoricamente, é “inspirador”.

Na verdade, tudo na vida é potencialmente inspirador, a vida é inspiradora. Está em nós sentir, perceber isso e, assim, transformar esse potencial de emoção que faz parte de tudo o que está ao nosso redor em expressão de nossa sensibilidade, ao comungar com ele.

“Precisamos cuidar de nosso potencial criativo, para que sejamos correspondidos com inspiração criativa.”

E toda carga de informação que injetamos em nossas mentes se traduz em indicativos para novos caminhos e nossa sensibilidade é vulnerável a esses apelos, ela se excita com os “toques” proporcionados pela informação nova. E podemos buscar estes conteúdos das mais diversas formas, basta escolhermos.

Tudo que lemos, estudamos, assim como vivemos, no sentido do saber são complementares e algumas destas coisas farão parte do nosso consciente, muitas outras estarão arquivadas em nosso inconsciente. A esse conjunto chamamos bagagem de vida e que é onde está boa parte de nosso substrato de trabalho, para exercermos nossa inspiração com criatividade e encantamento.

No próximo post falarei mais sobre estes outros importantes ingredientes de nossa receita criativa, o consciente e o inconsciente. Até lá!

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